Funcionário de frigorífico é preso suspeito de furtar pedra de fel avaliada em R$ 13,5 mil



Por Rota Araguaia em 18/01/2025 às 18:07 hs

Funcionário de frigorífico é preso suspeito de furtar pedra de fel avaliada em R$ 13,5 mil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Redação

Um funcionário de um frigorífico foi preso em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, suspeito de furtar uma pedra de fel, um cálculo biliar encontrado na vesícula de bois e que pode valer tanto quanto o ouro. De acordo com a Polícia Civil, a pedra furtada estava avaliada em R$ 13,5 mil.

A prisão ocorreu na quinta-feira (16), após investigações apontarem o crime. Segundo a polícia, imagens das câmeras de segurança do frigorífico comprovaram o furto. O suspeito foi abordado e, durante a vistoria, os policiais encontraram a pedra escondida dentro de seu carro. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde foi autuado por furto qualificado.

Em depoimento, o funcionário confessou que já furtava as pedras há algum tempo, inclusive em outros estabelecimentos onde trabalhou. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do suspeito não havia sido localizada.

O que é a pedra de fel e por que ela vale tanto?

Para entender o alto valor desse material, o g1 conversou com Mohanna Pagoto, auditora fiscal do Ministério da Agricultura e doutoranda na Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo ela, as pedras de fel são usadas na medicina tradicional chinesa para a produção de medicamentos que auxiliam no tratamento de convulsões, pneumonias, epilepsia e outras doenças.

Apesar de não haver demanda no Brasil, o material é exportado para a Ásia, onde atinge valores elevados no mercado farmacêutico.

Como a pedra de fel se forma?

A presença do cálculo biliar nos bovinos tem relação direta com a alimentaçãoidade do animal.

“Geralmente, os cálculos são formados em animais mais velhos e criados em pasto. Tudo depende da criação e alimentação do bovino”, explicou Mohanna.

Segurança reforçada nos frigoríficos

Devido ao alto valor da pedra de fel, os frigoríficos adotam medidas rigorosas de segurança para evitar furtos. Todo o processo de retirada da vesícula biliar é monitorado por câmeras de segurança, e os funcionários não têm acesso ao conteúdo do órgão.

“No momento do corte da vesícula, uma câmera monitora o funcionário. Após o corte, o conteúdo da vesícula cai diretamente em uma tubulação, sem que o trabalhador veja o que há dentro”, detalhou Mohanna.

A tubulação leva o material até uma caixa fechada com cadeados, que só pode ser acessada por seguranças ao final do dia.

A Polícia Civil segue investigando se há outros envolvidos no esquema de furto de pedras de fel na região



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